quarta-feira, 15 de julho de 2009

Ela abriu uma vez mais aquele segredo. Nada anunciava uma mudança. Essa já tinha acontecido á muito. Limitou-se a observar os meses passados. Uma por uma, as lágrimas invadiam-lhe a face. Não fez nada para as travar. Como sempre, estavam no sitio certo, á hora certa. Decidiu que a pena por si própria acabaria por vir ao de cima, e que o seu orgulho mesquinho iria ser imortalizado por as saudades doentias que ela sentia daqueles lábios.

Maldita sejas, pobre criatura. Nada nem ninguém te salvará do abismo onde te encontras. Continua a lutar pelos minutos de vida que te restam. Sabes que são poucos, por isso aproveita. Acabarás como todos os outros. Viva por fora, e morta por dentro. Salva o coração, e pede-me perdão.

Sem comentários:

Enviar um comentário

tremidélaaas